quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Não me achei

Ô animal!

Tá achando o quê?

Que foi? Tá ofendido? Porquê? Qual a sua grande diferença pra o que você considera um animal? Sim. Acredite. Você está preso, assim como uma vaquinha em direção ao seu abate, em mais um daqueles textos que diz como o Ser Humano é parecido com o animal. Isso se não for igual! Ou pior…

Quem não se imagina voando como os pássaros? Ou correndo como um Jaguar? Ahh… Eles queriam poder imaginar as coisas como o Ser Humano… Não tá fácil pra ninguém… Aquele momento que você para e contempla um pássaro que, como qualquer outro pássaro, voa, é também o momento que ele te contempla e se pudesse achar, acharia que queria ser como você, que, como qualquer outro Ser Humano, pensa. Bom… alguns pássaros não voam, não é?

No lugar de admirar o voo de um pássaro, há quem admire somente o pássaro e sua liberdade e seu não-pensar. Às vezes uma dádiva. Ser um animal passa a parecer a melhor coisa que poderia me acontecer. Preocupações, expectativas, quebras de expectativas, derrotas, conquistas. Tudo sumiria e no lugar entraria a liberdade inconsciente do vento batendo no seu rosto. Sentimento do qual de vez em quando temos o vislumbre.

E sabe o que eu acho de tudo isso? Acho que achamos demais, nos achamos demais e achamos os outros de menos. Acabamos achando o que não procuramos e não achando aquilo que tanto queremos.

E você? O que acha?


Seu animal.

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