segunda-feira, 13 de abril de 2015

Complexo da Sardinha

Depois do conhecido complexo do vira-lata o Brasileiro agora sofre de uma nova doença: O Complexo da Sardinha.

Bom, tudo bem, o brasileiro eu não sei, vamos falar só do paulistano. Sim, aquele paulistano apressado, workaholic. Que segura a pasta numa mão e toma café com a outra enquanto corre pra não perder o metrô. Pega esse mesmo metrô lotado todo... “Mas pera aê meo, que porra é essa?” Até ontem esse paulistano pegava todas as estações lotadas. Saía gente em todas, entrava mais ainda. Em TODAS. Mas hoje não.

“Mas nessa estação aqui não tem uma alma viva, meo!!”. Essa é a reação de um paulistano ao ver a nova estação Fradique Coutinho da linha amarela em seus primeiros dias de uso. Ela não estava lotada. Isso, pra um paulistano, é um ultraje. É óbvio que cada nova estação deve cumprir o papel de desafogar um pouco as outras. A questão é que temos a necessidade de ver tudo lotado. Se não está lotado, não é eficiente.

Quer mais um exemplo? “Pô meo, ninguém anda de bicicleta nessa cidade! Pra quê ciclofaixa? Olha só, não falei? Vazias!!”. Aí entramos naquela velha discussão do que veio antes: o ciclista ou a cilcofaixa (ciclovia, sei lá, me desculpem mas não sei as diferenças)? Quem sou eu, novo ciclista aproveitando cada dia mais as ciclofaixas, pra te responder? Acho que você pegou a ideia.

Não. Não era pra estar lotado. Não, não era pra ter trânsito de bicicleta. No lugar de reclamar, enquanto senta em seu aconchegante trânsito, da ciclofaixa que tá “todo dia vazia”, porque não faz dela todo dia um pouco mais cheia?